Polícia investiga se o motorista de carreta que derrubou passarela estava falando ao celular


Condutor da carreta disse que não viu que caçamba estava levantada.
Táxi foi atingido em cheio pela passarela e acabou esmagado
Táxi foi atingido em cheio pela passarela e acabou esmagado
Foto: Estadão Conteúdo
A Polícia Civil investiga se o motorista da carreta que derrubou uma passarela na Linha Amarela, na Zona Norte do Rio, na manhã de terça-feira (28), estava falando ao celular no momento do acidente. A informação foi passadana manhã desta quarta-feira (29) pelo delegado Fábio Asty, da 44ª DP (Inhaúma), que investiga o caso. O acidente deixou cinco mortos e quatro feridos.
De acordo com o delegado, um motorista de ônibus teria relatado o fato. "O motorista de um ônibus da linha 315, que estava próximo à carreta antes de acontecer a colisão, teria dito que o condutor da carreta estaria ao celular no momento do acidente e, por essa razão, não teria visto a caçamba levantar", explicou Asty.
Segundo o delegado, o motorista do coletivo, identificado apenas como Antônio Carlos, deve prestar depoimento ainda nesta quarta-feira.
"Vamos ouvir essa testemunha para sabermos exatamente o que ela viu. A princípio, o que sabemos é que ele [o motorista do ônibus] teria avisado o motorista do caminhão de que a caçamba estava levantada", afirmou Asty.
Motorista da carreta já foi ouvido
O motorista da carreta que provocou o acidente, Luis Fernando Costa, de 33 anos, disse em depoimento informal à polícia na terça-feira que não viu a caçamba levantada e que sabia que estava trafegando em horário proibido na via, mas alegou que estava "com pressa". A declaração dele foi dada no hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, onde estava internado.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Luis Fernando foi transferido para uma unidade particular. No entanto, o nome do hospital e o estado do paciente não foram divulgados.
  Ainda nesta quarta-feira, o delegado pretende tomar o depoimento formal do motorista da carreta no hospital. Um representante da empresa Arco da Aliança, responsável pela carreta, também será ouvido na delegacia. Outras testemunhas e sobreviventes serão intimados, após liberação médica, para esclarecer o caso.
Imagens de câmeras de segurança da Linha Amarela, fornecidas pela concessionária Lamsa, que administra a via, também estão sendo analisadas, e a polícia aguarda o resultado dos laudos periciais, que devem ficar prontos em até 10 dias, já que foi pedida urgência na conclusão dos trabalhos.
Mais uma morte
Subiu para cinco o número de mortos no acidente, que ocorreu na altura de Pilares, no Subúrbio. Morreu às 6h desta quarta-feira Luiz Carlos Guimarães, de 60 anos, que estava internado em coma no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, no Subúrbio, após ter sofrido um traumatismo craniano e um edema (inchaço) cerebral.
Luiz Carlos estava no banco de trás do Palio, que foi esmagado pela estrutura. Pelo menos outros dois veículos foram atingidos pela passarela. Ainda não há informações sobre o local e o horário de enterro da vítima.
Enterros
As vítimas da queda da passarela na Linha Amarela serão enterradas na tarde desta quarta-feira em cemitérios da Região Metropolitana do Rio.
Os corpos de Adriano Oliveira, de 26 anos, e Alexandre Almeida, que não teve a idade divulgada, serão enterrados às 13h30 no Cemitério de Inhaúma, no Subúrbio. No mesmo local, será feito o sepultamento de Célia Maria, de 64 anos, às 13h. Familiares e amigos acompanharam o velório dela desde o início da manhã.
Já no Cemitério do Maruí, em Niterói, na Região Metropolitana, será enterrado o corpo de Renato Soares, de 62 anos. A cerimônia está marcada também para as 13h desta quarta.
Interdição
O acidente com a passarela fechou ambos os sentidos da Linha Amarela na terça-feira. A reabertura no sentido Barra foi às 16h40 de terça. Já o sentido Cidade Universitária reabriu às 18h30. O tráfego ficou lento e com retenção nas vias do entorno.
Segundo a concessionária Lamsa, a carreta trafegou somente por 2 minutos na via. A empresa acrescentou que a fiscalização é de responsabilidade da Polícia Militar. Imagens de câmeras de segurança da Lamsa mostram que a caçamba da carreta estava levantada no momento da colisão.
FONTE: G1