Lição 4- CPAD- Elias e os Profetas de Baal




Na vida se costuma chamar pessoas importantes de poderosas, mas os poderosos humanos são falhos, cheios de vícios, defeitos e não obstante, se acham acima do bem e do mal, porém não é verdade. Pode ser que demore, que durante anos e até décadas, essas pessoas consigam manter a fama de poderosas, só que um dia a casa cai e a coisa muda. Foi isso que aconteceu com os “poderosos profetas de baal”. A casa caiu.

Acabe era rei de Israel e fazia tudo errado, ele adorava deuses estranhos e era mandado pela mulher dele, Jezabel, que além de ser uma pecadora contumaz, era uma pessoa cruel.

Naquela época Elias era o único profeta do Senhor em Israel, porque o povo seguia seu rei na prática de todo tipo de pecado e também porque Jezabel matou muitos profetas do Senhor, mas em Israel havia quatrocentos e cinquenta profetas de baal, que era uma divindade Cananéia.

Um dia Elias se cansou do povo de Israel, que hora adorava o Senhor, hora adorava baal. Como se diz hoje, ficavam com o pé na Igreja e a cabeça no meio do mundo, os famosos “crentes girafa”. Então Elias foi ao rei Acabe e pediu que reunisse todo Israel no monte Carmelo, bem como todos os profetas de baal e assim foi feito, porque Acabe, na verdade, tinha medo de Elias, a quem chamava de “perturbador de Israel”.

Reunido o povo todo e os quatrocentos e cinquenta profetas de baal, disse Elias à Israel: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu.” (1 Reis 18:21). Elias queria por um ponto final na questão espiritual de Israel, mas o povo nada respondeu, aliás, respondeu com o silêncio eloquente, que gritava a descrença do povo no Deus de Israel.

Pois bem. Elias resolveu desafiar os profetas de baal e determinou que fossem providenciados dois bezerros, um para ele e o outro para os profetas de baal, que foram divididos em pedaços e colocados sobre a lenha, mas sem fogo. A ideia era cada um invocar o seu Deus e o que respondesse com fogo, este seria DEUS. O povo achou excelente a ideia.

Elias deixou que os profetas de baal escolhessem seu bezerro e começou o desafio. Os quatrocentos e cinquenta profetas de baal começaram a invocar baal desde a manhã até o meio dia e nadaaa, nenhuma voz, nem resposta e muito menos fogo, nem uma faísca, nem cheiro de fumaça, nadaaa.

Ao meio dia Elias, zombando, disse a eles: “Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; talvez esteja dormindo, e despertará.” (1 Reis 18:27). A coisa estava feia mesmo para os profetas de baal. Elias zombou deles, disse que talvez baal estivesse dormindo, mas os homens estavam determinados a “despertar” baal e continuaram gritando e se flagelando com lâminas, como era o ritual de seu culto e derramavam o próprio sangue, mas não adiantou, baal estava cego, surdo e mudo.

Chegou a tarde e Elias cansou de esperar pelo fogo de baal, então ele restaurou o altar do sacrifício, que estava quebrado e tomou doze pedras que simbolizavam as doze tribos de Israel e com as pedras edificou o altar em nome do Senhor. Depois Elias fez um rego em volta do altar, armou a lenha, dividiu o bezerro em pedaços e o colocou sobre a lenha.

Elias mandou encher quatro cântaros de água e derramou sobre o holocausto e sobre a lenha e fez isso por três vezes, de sorte que a água corria do altar no rego ao redor do altar, até que o rego se encheu de água.

Em seguida orou Elias ao Senhor: “O SENHOR Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme à tua palavra fiz todas estas coisas. Responde-me, SENHOR, responde-me, para que este povo conheça que tu és o SENHOR Deus, e que tu fizeste voltar o seu coração.”(1 Reis 18:36-37). Deus respondeu na hora e com fogo.

Caiu fogo do Senhor e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, o pó e ainda lambeu a água que estava no rego. Foi forte! A cena era tremenda. Os quatrocentos e cinquenta profetas de baal invocaram o deus deles o dia todo e não aconteceu nada e Elias invocou o Senhor e Ele respondeu com fogo e olha que o holocausto dele estava encharcado de água.

Quando o povo viu o que aconteceu chegou a duas conclusões: primeira, que o Deus de Israel é o único Deus e, segunda, baal além de não ser deus, correu do desafio, amarelou, fugiu e deixou seus profetas na mão. Aí o povo caiu sobre os seus rostos dizendo: “Só o SENHOR é Deus! Só o SENHOR é Deus!”

Israel reconheceu que o seu Deus é o único Deus, mas não ficou nisso. Elias disse ao povo: “Lançai mão dos profetas de Baal, que nenhum deles escape. E lançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom, e ali os matou.”(1 Reis 18:39-40). Os quatrocentos e cinquenta profetas de baal foram mortos no ribeiro de Quisom, não escapou nenhum para contar a história.

As lições que o Senhor ensinou ao Seu povo neste episódio servem para cada um de nós até hoje. Só o Senhor é Deus, o resto é farinha seca. Não é o ritual, o muito falar, o autoflagelo que salva o homem. Elias não fez nada disso, apenas orou a Deus e Deus respondeu com fogo.

A terceira grande lição, é que não importam as circunstâncias, não importa onde estamos e o tipo de dificuldade que estamos enfrentando, o Senhor é Deus e vai responder com fogo, mesmo que as muitas águas dos problemas nos estejam afogando.

Deus não mudou dos tempos de Elias para o nosso tempo, Ele é o mesmo e Seu Poder também. Quem quiser que se considere poderoso, porém, não esqueça que o único Poderoso, com letra maiúscula é Deus.
FONTE- http://sombradoonipotente.blogspot.com.br

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