Mais uma vez Miguel Alves é destaque na Mídia Nacional

Mais de 8 mil alunos ficam sem aulas com paralisação em Miguel Alves

Profissionais alegam atrasos constantes e não pagamento das férias.
Secretário de educação desconhece movimento e propõe reunião.

Professores definiram paralisação após reunião na sede do sindicato (Foto: Sindicato dos Servidores Municipais de Miguel Alves)Professores definiram paralisação após reunião (Foto: Sindicato dos Servidores Municipais de Miguel Alves)
Os servidores municipais do magistério da cidade de Miguel Alves , a 110 km de Teresina, Norte do Piauí, entraram nesta sexta-feira (17) no segundo dia de paralisação das atividades. A manifestação foi iniciada após ato público realizado em frente à Secretaria de Educação e à Prefeitura na quinta-feira (16). A categoria decidiu pela suspensão durante reunião na sede do Sindicato dos Servidores Municipais. Cerca de 8 mil alunos estão prejudicados pelas aulas que foram suspensas.
Segundo Rejane Vasconcelos, presidente do sindicato, a paralisação foi motivada pelo atraso na quitação dos salários do mês de setembro, que não teria sido realizada até esta semana e também ao não pagamento do abono de férias dos professores e ao desrespeito da data-base para o pagamento, que deveria ser feito até o quinto dia útil de cada mês.
“A situação dos servidores está mais complicada a cada dia que passa. Os profissionais da educação ainda não receberam o salário referente ao mês de setembro, e o mesmo também aconteceu com o abono das férias. Essa é a prática da prefeitura daqui, que não realiza os pagamentos em dia. De acordo com a data-base, os salários deveriam ser quitados até o quinto dia útil do mês, mas aqui o costume é pagar por volta da segunda quinzena do mês, o que prejudica bastante a condição dos servidores” denuncia a sindicalista.
Os trabalhadores argumentam ainda que a crise com a questão dos pagamentos não é exclusividade dos servidores do magistério, sendo que a categoria da saúde também sofre com os constantes atrasos. O grupo de servidores da educação planeja um segundo ato público para a próxima semana, no intuito de serem recebidos pela prefeita da cidade.
Questionado sobre a paralisação dos profissionais, o secretário de educação do município de Miguel Alves Gilton Viturino afirma não ter conhecimento do movimento iniciado na quinta-feira, mas admite os atrasos dos salários dos servidores da educação, argumentando que o município enfrenta dificuldades com a folha de pagamento.
“Não temos nenhuma informação a respeito de qualquer greve, uma vez que não recebemos nenhuma posição oficial do sindicato. Infelizmente a questão do salário de setembro ainda está pendente, uma vez que estamos tendo dificuldades com a receita, pois temos um grande número de servidores, gerando uma folha de pagamento de valor expressivo. Assim como Miguel Alves,outros municípios estão apresentando este tipo de dificuldade. Temos que arcar com um contingente de profissionais, e acabamos tendo que decidir quais pagar primeiro” conta o secretário.
Ainda segundo Gilton, o abono das férias referente aos 30 dias de janeiro de 2014 já foi pago, restando apenas os 15 dias de julho. De acordo com o mesmo, os servidores são esperados na secretaria para uma reunião, em que será apresentada a receita da cidade, mostrando a dificuldade que o município enfrenta, no intuito de que os profissionais cessem a paralização.
“O município não está sendo omisso às necessidades de seus funcionários. Já quitamos nossas despesas da área administrativa, como vigilantes, merendeiras e serviços gerais, mas o valor que dispomos em conta não é o bastante para pagar os demais profissionais do magistério. Faremos um apanhado em relação aos serviços deste ano e esperamos conversar e mostrar os números aos servidores, para que entendam a situação da cidade. Contamos com o diálogo e com a compreensão deles” ressalta Gilton
Fonte G1

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