Lição 13- CPAD-A Morte de Eliseu


Filho de Safate, de Abel-Meola, que se tornou no acompanhante e discípulo de Elias (1Rs 19:16-19). A primeira vez que o seu nome é mencionado, é quando é ordenado a Elias que o unja como seu sucessor (1Rs 19:16). Esta foi a única, de entre as três ordens dadas a Elias, que ele cumpriu. No seu caminho, quando ia do Sinai a Damasco, ele encontrou Eliseu na sua terra natal, realizando os trabalhos do campo, arando com doze juntas de bois. Elias dirigiu-se a Eliseu, colocou nos ombros dele o seu tosco manto, adoptou-o como filho e investiu-o no trabalho profético (compare com Lc 9:61,62). Eliseu aceitou o chamado que, daquele modo, lhe foi dado (cerca de quatro anos antes da morte de Acabe) e durante cerca de sete ou oito anos tornou-se no acompanhante intimo de Elias, até que este foi levado num carro de fogo. Durante todos esses anos, nada sabemos dele, a não ser em relação aos últimos eventos da vida de Elias. Depois da morte de Elias, Eliseu foi aceite como líder dos filhos dos profetas e passou a ser conhecido em Israel. Possuía, de acordo com o seu próprio pedido, "uma porção dobrada" do espírito de Elias (2Rs 2:9); e, durante um longo período - de cerca de 60 anos - (892-832 a.C.), ele ocupou o cargo de "profeta em Israel" (2Rs 5:8).
Após a partida de Elias, Eliseu voltou a Jericó e aí sarou a fonte das águas, deitando sal na água (2Rs 2:21). Vamos encontrá-lo, depois, em Betel (2Rs 2:23), onde, com a severidade do seu mestre, ele amaldiçoou uns jovens que troçavam dele, como profeta de Deus: "Sobe, calvo, sobe calvo!" O juízo logo veio sobre eles e Deus castigou, de uma forma terrível, a desonra feita ao seu profeta, como se tivesse sido uma desonra que lhe tinham feito a Ele. A seguir vemo-lo a predizer que iria chover, quando o exército de Jorão já desmaiava de sede (2Rs 3:9-20); a multiplicar o azeite de uma viúva pobre (2Rs 4:1-7); a ressuscitar o filho da sunamita (2Rs 4:18-37); a multiplicar os vinte pães de cevada e espigas verdes, a fim de satisfazerem cem homens (2Rs 4:42-44); a curar Naamã, o sírio, da sua lepra (2Rs 5:1-27); a punir Geazi por causa da sua falsidade e ambição; a recuperar um machado que se afundara nas águas do Jordão (2Rs 6:1-7); a realizar um milagre em Dotã, na estrada entre Samaria e Jezreel e a profetizar relativamente ao socorro que viria ao povo de Samaria, que sofria terrivelmente devido ao cerco que o rei da Síria tinha imposto a esta cidade (2Rs 6:24-7:2).
Vamos, depois, encontrar Eliseu em Damasco, ungindo Hazael como rei da Síria, uma ordem que tinha sido dada, por Deus, a Elias (2Rs 8:7-15); mais tarde, ele instrui um dos filhos dos profetas e este unje Jeú, o filho de Jeosafá, como rei de Israel, na vez de Acabe. Assim, as três ordens dadas a Elias (2Rs 9:1-10) acabaram, finalmente, por ser cumpridas.
Não mais ouvimos falar dele, até o encontrarmos no seu leito de morte, na sua própria casa (2Rs 13:14-19). Jeoás, o neto de Jeú, vem chorar a sua partida que se aproxima, proferindo as mesmas palavras que Eliseu proferiu quando Elias foi levado no carro de fogo: "Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros!"
Mais tarde, um cadáver é colocado na campa de Eliseu, um ano após o enterro deste e mal toca os ossos de Eliseu, o homem "reviveu e se levantou sobre os seus pés" (2Rs 13:20,21).

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