Leviatã: crocodilo ou dinossauro?




PODERÁS pescar com anzol o leviatã, ou ligarás a sua língua com a corda? . . Os teus companheiros farão dele um banquete, ou o repartirão entre os negociantes? . . Debaixo de si, tem conchas ponteagudas; estende-se sobre coisas ponteagudas como na lama.
Jó 41;1,6,30

O capítulo 41 do Livro de Jó descreve uma criatura chamada de “Leviatã“. Tal como nas descrições anteriores ao beemonte, o Senhor está a impressionar Jó com a sabedoria e majestade do Seu Poder criativo. E de facto, o leviatã é uma criatura impressionante.
É-nos dito que ele não o pode ser subjugado de modo a que ela serva os seres humanos, e ninguém cai duas vezes no erro de lutar contra ele. Provavelmente porque essa pessoa deixa de existir depois da primeira tentativa.
O leviatã é poderoso e gracioso mas considera o aço como palha uma vez que o ferro não consegue penetrar as suas escamas blindadas. Até as suas partes inferiores são compostas por escamas blindadas.
Que criatura tão temível é esta?
Algumas traduções sugerem que o leviatã é um crocodilo dos rios, mas isto é refutado pelo óbvio facto da descrição nem de perto nem de longe se ajustar:
  • Os crocodilos não possuem escamas ponteagudas ou blindadas nas suas partes inferiores.
Em vez disso, essa zona dos crocodilos é macia e facilmente perfurada – até mesmo com uma faca. Mesmo nos tempos do Antigo Testamento, algumas pessoas ganhavam a vida matando crocodilos e comercializando a sua pele de couro. Devido a isso – mas não exclusivamente devido a isso – os crocodilos tornaram-se extintos em alguns lugares.
  • É possível domesticar o crocodilo mas é impossível domesticar o leviatã.
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Claramente o leviatã não é um crocodilo e nem parece ser uma outra criatura familiar. É possível que o mesmo tenha sido um dinossauro que vivia nas águas – talvez algo parecido com um tylosaurus.
Presentemente não podemos ter 100% de certezas, mas podemos afirmar com relativo grau de segurança que o leviatã não se conforma com os répteis conhecidos actualmente.
PS: Algumas traduções cristãs – especialmente aquelas que são feitas por grupos que defendem os “milhões de anos” ou a teoria da evolução – tentam anular o peso de algumas descrições de modo a que a mesma se possa ajustar a um animal actual. Por exemplo, no caso do beemonte muitas traduções têm notas de rodapé qualificando-o como um hipopótamo ou um elefante. Isso está errado, como vamos ver num futuro próximo.
A Bíblia foi inspirada mas os comentários de rodapé não
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