Lamento de um desviado - poesia de Figueror Melo

Ele nasceu dentro da igreja
Em um culto semanal,
E apesar das dificuldades
Sei que parto foi normal.
Aprendeu o abc
E a se desenvolver,
Na escola dominical.

No grupinho infantil
Começou ele a cantar,
“Tinha dom” diziam todos
Ao vê ele ali louvar.
Para os pais era honroso
Ver o filho primoroso
Ao senhor sempre adorar.

Chegando na adolescência,
Da mãe pegado na Mao.
Ia sempre a igreja,
Para o culto de oração
Dormia mais que orava
Mas a mãe se alegrava
Ao vê-lo em comunhão.




                                                   O tempo foi se passado
Vivendo com mui louvor
Com cerca de 15 anos
Já era bom pregador
Passava horas orando
Se consagrando e buscando
A Jesus nosso Senhor

Mesmo dentro da igreja
E conhecendo a verdade
Muitos convites ele tinha
Para praticar maldades
Pois diziam tais amigos
Que ser livre vem comigo
Pra ser feliz de verdade.

Quanto mais ele crescia
Mas cresciam tentações
Ele bem que resistia
A tão grandes provações
Mesmo com muito cuidado
Deu ouvidos ao pecado
E numa dessas embarcou

Então ele desviou
Dos caminhos do Senhor
E foi conhecer o mundo
Que pra ele algum falou
Se sentiu maravilhado
Pelo pecado encantado
Do Senhor nem se lembrou.


Pra quem vive em pecado
Pecar não parece mal
Por mais que receba alertas
Nem se liga para o tal
Todo dia uma novidade
Descendo as profundidades
De um mundo infernal

Conheceu então o álcool
Que o fazia esquecer
Por momentos os problemas
Que a ele aparecia
Mas o efeito passava
E então ele chorava
Ao lembrar quem foi um dia

Bebia todos os dias
Já não sentia efeito
Quis buscar algo mais “forte”
E ouviu algo a respeito
De uma tal que cocaína,
Maconha e heroína
E provar Quis ter direito,

Ao injetar na veia drogas
O fazia viajar
Por mundos desconhecidos
Que nem da pra explicar
Mas quando voltava a si
Descobria que na verdade
Nem tinha saído do lugar.

Começou ele a lembrar
Do rumo que tinha tomado
Simplesmente por dar credito
Ao convite do pecado
Se achou um lixo humano
Que seu viver era engano
E devia se matar.

Pensou ele em fumar
O seu ultimo baseado
Pegou ele um papel
Que no lixo tinha achado
Antes do cigarro fazer
Começou ele a ler
O  que estava no papel grafado.

A mensagem do papel
Dizia algo assim:
Quem tem o fardo pesado
Venha e traga a mim
E no final do escrito
Dizia que Jesus Cristo
O amava, e não era o fim

Ele parou e pensou
Nessa possibilidade
Mas achou que pai e mãe
Nem o queria na cidade
E ficou imaginando
Acordado mas sonhado
Queria mudar de verdade.

Resolveu e decidiu
Ir a igreja dos pais
Mas barbudo e cabeludo
Não era o mesmo rapaz
E naquela igrejinha
Que ele pregou um dia
Ninguém o conhecia mais

O pregador sem muita “letra”.
Começou logo o sermão
Falava em arrependimento
Em amor e em perdão
Viu passar em sua vista
Um filme de sua  vida
Com lagrimas  veio a chão .

Ao ver aquele rapaz,
Prostado em grande pranto
A igreja fervorosa
Começou logo um louvor
Quanto mais a igreja cantava
Mas o rapaz se humilhava
Na presença do Senhor

Para a surpresa dele
Seus pais  vinheram o abraçar
Apesar do que ele  fez
Continuavam a  lhe amar,
Sua mãe  assim dizia
Eu não deixei um só dia
De orar e acreditar.

Essa é apenas uma historia
Que muito já se repete
Muitos se afastam de Cristo
E ao pecado obedecem.
Mas feliz é sempre mais
Que acerta o caminho
E volta aos braços do Pai.


Poesia de Figueror Melo
feita em 17/05/2012

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