Infectologista tira dúvidas sobre transmissão do vírus ebola


Nesta quinta-feira (9), Brasil registrou primeiro caso suspeito do vírus.

Nesta quinta-feira (9), o Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde do Paraná confirmaram o primeiro caso suspeito de ebola no Brasil. O africano Souleymane Bah, de 47 anos, chegou ao país vindo de Guiné, um dos três países que passa por um surto da doença. Ele foi internado no Paraná e nesta sexta-feira (10) foi transferido para o Rio de Janeiro, onde ficará isolado e fará exames para confirmar ou não o diagnóstico.

O problema é que o vírus pode estar no corpo do paciente, mas só se manifestar em até  21 dias, que é seu período de incubação
 (entenda melhor no vídeo abaixo).O infectologista Caio Rosenthal alertou no Bem Estar desta sexta-feira (10) que esse surto do ebola em 2014 é o mais importante desde o surgimento do vírus, em 1976.
Nesse período, a doença não é transmitida e a transmissão só ocorre quando a doença já está instalada e quando o paciente tem os sintomas, como a febre. Segundo o médico, o vírus não é transmitido pelo ar, mas sim pelo contato direto com secreções de uma pessoa doente, como saliva, lágrima, fezes, urina, vômito e sangue, por exemplo.
Um dos primeiros sintomas é a febre súbita, mas o paciente pode ter também fraqueza intensa, dores musculares, dor de cabeça e de garganta. Depois, ele pode ter vômito, diarreia, funções hepática e renal deficientes, erupção cutânea, e sangramentos internos e externos, com interrupção do funcionamento dos órgãos.
O infectologista alerta que não é preciso instalar o pânico por causa da suspeita de ebola no Brasil. Uma das principais dicas de prevenção, principalmente para pessoas que tiveram algum contato com o paciente, é lavar as mãos ou usar um álcool gel, já que as mãos são um meio de transporte de vírus e bactérias.








Fonte G1

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