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Lição 05 – CENRAL GOSPEL -Autoridade das Escrituras


A Autoridade da Bíblia

As EscriturasJesus confirmou a autoridade da Bíblia. Ele confirmou a inspiração do Antigo Testamento. Muitas vezes, ao referir-se às Escrituras, disse: "não lestes . . .?" ou "está escrito". Ele disse que a Escritura não podia falhar (João 10:35), e nem mesmo um i ou um til jamais passaria da lei até que tudo se cumprisse (Mateus 5:18).
Jesus afirmou a autoridade dos apóstolos. Ele prometeu enviar o Espírito Santo, o qual os guiaria para revelar toda a verdade (João 14:26; 15:26,27; 16:12,13). Enviou os apóstolos com a missão de lhe servirem como porta-vozes e representantes (João 20:21; Mateus 28:19,20; Atos 1:8). Os próprios apóstolos afirmaram ter recebido a sua mensagem por revelação de Deus (Efésios 3:3-5; 1 Tessalonicenses 4:2; 1 Coríntios 2:10-13).
A mensagem dos apóstolos é registrada na Bíblia. Isso significa que as palavras das Escrituras são os mandamentos de Deus (1 Coríntios 14:37). A Bíblia é a revelação de Deus para o homem; é a nossa autoridade. As suas palavras são as palavras de vida eterna, as quais nos julgarão no último dia (João 6:68; 12:48).

   Falar da autoridade da Bíblia é pisar em terreno acidentado. Está coberto de pedras de tropeço, desníveis, buracos. Pode causar tombos. Pois o assunto é polêmico. Não que a autoridade da Bíblia seja questionada. Na cristandade, ou seja, no conjunto das Igrejas e das pessoas cristãs em todo o mundo, exerce a indiscutível função de Sagrada Escritura. Nisto há unanimidade. O dissenso aparece tão logo se pede explicação sobre o significado e as implicações dessa autoridade. As maneiras de entender variam. Não raro conflitam e produzem divisões. Exigem a discussão e a busca de consenso. 
Bíblias vendida na Editora Sinodal 
   A tarefa é impostergável. Pois a Bíblia esta sendo usada. Não pode haver moratória bíblica na cristandade. Cabe a Igreja de Jesus Cristo a responsabilidade para uso condizente desse livro e a resistência contra o abuso. A Bíblia é dom a ser administrado com o devido zelo. Para tanto importa conhecer a Bíblia e auscultar-lhe os propósitos. Em que consiste sua natureza sagrada? É ou não é a palavra de Deus? Como ler a Bíblia corretamente? A cristandade deve dar resposta e justificar seu discurso. 
  A Bíblia é um livro fantástico. Por isto, o objetivo último deste estudo não pode consistir na mera apresentação de uma visão panorâmica. A meta consiste na motivação para a leitura e a exploração da riqueza desse livro. A Bíblia não se satisfaz em ser simples objeto de estudo. Quer ser parceira ativa num processo de aprendizagem em que Deus e o mundo estão em jogo. É nosso desejo termos contribuído para tanto. 
Arquivo Editora Sinodal
    Antes da reforma do século XVI poucas foram às tentativas de traduzir a Bíblia para o vernáculo. Em teologia e culto prevalecia o latim como língua oficial e sagrada. Somente após a invenção da imprensa, no século XV, oportunizaria a “popularização”. Da mesma forma que ser superada certa resistência à educação do povo em assuntos religiosos por parte do clero. Consequentemente, a tradução da Bíblia por Martim Lutero significou um passo pragmático em direção a “educação popular”. O exemplo de Lutero inspirou imitadores em todos os países da Europa, e muito além deles.   
     Existe hoje um número relativamente alto de traduções portuguesas da Bíblia. A despeito de tantos textos à escolha, o esforço por atualização não deve parar, para que cada vez mais pessoas tenham acesso as Escrituras Sagradas, sonho esse potencializado em Martim Lutero.




A autoridade da Bíblia, 3ª edição de Gottfried Brakemeier,
p.5-11


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